Post Convidado: A caixa preta do Darwinismo

Temos a honra de publicar um texto que nos foi enviado por Gabriell Stevenson, que é professor de História e um dos nossos atuantes leitores. Além de ensinar história, ele acabou de iniciar o Apologética XXI, um blog sobre apologética cristã. Vale a pena dar uma olhada.

Fiquem com Deus,

Ministério Defesa da Fé


É um fato incontestável de que o evolucionismo é ensinado indiscriminadamente nas escolas públicas e até privadas, não como uma teoria para a origem da vida e das espécies de seres vivos que temos hoje, mas como uma verdade incontestável; salvo, é claro, por aqueles professores que preferem manterem-se neutros em relação a isso, mostrando outras crenças com respeito ao mesmo assunto, ou daqueles professores que são cristãos (ou talvez judeus, etc.) e que fazem questão de falar em sala de aula aquilo que está escrito no livro do Gênesis.

Até mesmo na mídia ocorre essa preferência ao evolucionismo. Ainda que líderes religiosos sejam convidados a participarem de diversos programas de TV, as suas crenças pessoais não são levadas tão a sério quanto o darwinismo. Há, no entanto, linhas dissidentes – alguns com avançada graduação cientifica – que negam o darwinismo, e consequentemente a evolução das espécies por meio de um processo lento e gradativo. Essas linhas dizem que há mais razões para crermos que tudo o que existe na natureza é uma obra criada – não apontando necessariamente para quem é o criador. No entanto, o termo “criação” ou “criador” não implica dizer que a evolução não seja um fato. Há criacionistas que acreditam na evolução das espécies, e outros que não.

A verdade é que existe – e não há pouco tempo – uma “luta” travada entre a Ciência evolutiva vs. a Ciência criacionista (defendida em maior parte por cristãos). O ponto principal aqui, não é meramente o criacionismo cientifico, mas o criacionismo cientifico baseado na Bíblia Sagrada. Mas será que a Ciência e a Fé são realmente extremo opostos? Irreconciliáveis? A resposta que acredito ser correta é: Não. Contudo, quando me refiro à ciência, não estou me referindo ao evolucionismo especificamente, pois em relação a ele, a Bíblia não me parece possuir acordo.

A literatura do darwinismo está repleta de conclusões antiteístas, como a definição de que o universo não foi planejado e não tem propósito, e que nós somos resultado do mero acaso, devido apenas a processos “cegos” e naturais; essas e outras conclusões são implicações lógicas da ciência evolucionista. Richard Dawkins, por exemplo, em seu livro O relojoeiro Cego (1986), diz: “Darwin tornou possível ser um ateu intelectualmente realizado”. Este é apenas um exemplo, de como a crença na evolução das espécies se contrapõe ao criacionismo bíblico.

Existe uma crença – numa perspectiva geral – de que o darwinismo seja incontestável; como citado no primeiro parágrafo. Ainda citando Dawkins, ele afirma (no mesmo livro): “É absolutamente seguro dizer que, se você conhecer alguém que afirme não acreditar na evolução, aquela pessoa é ignorante, estúpida ou insana”. Para ele, e tantos outros, só existe duas opções: Ou cremos no evolucionismo, ou somos loucos. Mas, será que o darwinismo possui realmente tanta firmeza, assim? Será que nada pode ser refutado ou no mínimo questionado?

A verdade – escancarada – é que o darwinismo está sob fogo e muitos cientistas não estão mais certos de sua validade geral. Os evolucionistas muitas vezes tem apontado para um fato, mas não tem como fornecer uma explicação para os meios. Mais de 600 cientistas, convencidos que o darwinismo não mais supria as lacunas quanto à origem da vida, assinaram um documento chamado Um Dissidente Cientifico do Darwinismo, onde os cientistas concordavam que eram “totalmente céticos quanto à habilidade de mutações aleatórias e seleção natural de explicar a complexidade da vida”.

Um professor de Harvard, chamado Stephen Jay Gould disse, em 1980, divulgou um artigo em uma publicação cientifica predizendo a emergência uma “nova teoria geral da evolução”. Gould disse que embora tivesse sido “iludido” pelo poder unificador da síntese darwinista quando a estudou como aluno de graduação pelos idos 1960, o peso da evidência o levara à conclusão relutante de que a síntese “como uma proposição geral está efetivamente morta”.

Torna-se evidente que os cientistas evolucionistas não sabem como a evolução de larga escala (ou macro evolução) possa ter ocorrido. A explosão cambriana, a ausência de registros fósseis, etc. são alguns outros pontos que deixam os cientistas (sejam cristãos ou não) céticos quanto à “árvore da vida” de Charles Darwin.

Aparentemente, o design inteligente (que é um forte aliado do criacionismo bíblico) é o melhor conceito para entendermos as espécies. Lembrando que a micro evolução não é nem de longe contraposta à Bíblia Sagrada. A micro evolução, pelo contrário, nos permite entendermos como podem haver tantas variações de uma mesma espécie de animal (como os cães e gatos), após o dilúvio bíblico, onde apenas um casal de cada espécie foi posto na arca.

Variações dentro de uma mesma espécie podem ser consequência da soma de variações genéticas (se um animal com carga genética Cc cruza com outro Cc, ele pode produzi CC, cc ou Cc, que irá determinar cor, tamanho e até aparência), ou talvez de uma melhor adaptação a um determinado clima ou ambiente. A macro evolução, defendida pelo darwinismo, diz ser possível um peixe virar um mamífero terrestre, um réptil tornar-se uma ave, etc. E isso parece ser incompatível com a Bíblia em muitos sentidos; e como vimos, é incompatível até mesmo com as evidências cientificas.

Gabriell Stevenson